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de volta a casa

http://limited0edition.blogspot.com/

 

Pede-se a todos os bloguistas amigos/as que mudem o link do meu blog no vosso blogroll para o acima dado.
Hoje tive a preparar o novo blog no Blogger e está pronto para amanha começar a ser actualizado.

Todos os posts de reviews (e mais alguns interessantes) foram passados para o Limited Edition novo, espero que gostem e peço mais uma vez para mudarem o link.

Capa digna do prémio capa mais Badass de sempre também

Capa digna do prémio "capa mais Badass de sempre"

Uma prisão russa para criminosos “especiais” (os piores dos piores) esconde por detrás das suas paredes de pedra um segredo muito mair e terrível do que os crimes cometidos pelos seus prisioneiros (ou talvez não). Desde tempos antigos que Lobisomens vendo-se à beira da extinção se recolheram e criaram o método da “Caça”, usando os próprios defeitos dos humanos conseguiram arranjar um método de se alimentarem e satisfazerem os seus instintos animalescos. Quando não há por onde fugir, quando os criminosos são as vítimas e quando um aparente lunático considera-se deus temos a certeza que vamos ter uma bela história.

De autoria de Ben Templesmith (30 days of night) este é o seu novo tomo numa história de terror, desta vez usando Lobisomens.
Com um estilo de arte como não há igual para o género e uma história no mínimo prometedora podem esperar um bom livro que vos irá entreter durante um bom bocado.
É apenas de lamentar o preço excessivo (20€ por 130 pags) e o fraco desenvolvimento das personagens. Num pequeno aparte a capa do primeiro Comic é digna do prémio “Melhor capa de sempre”.

Arte: 9.5/10
Argumento: 7.5/10
Nota Final: 8.5/10

Yagamy Light é um brilhante aluno de 17 anos que se encontra entediado como nunca ninguém esteve.
Preso na sua aparente feliz vida, Light pensa que este mundo está “podre”, a corrupção reina e ninguém parece tomar uma posição para resolver esta situação.
Esta oportunidade é lhe dada quando encontra um caderno chamado “DEATH NOTE”, que mata qualquer pessoa que tenha o seu nome lá escrito (com algumas limitações, como é exemplo o facto do escritor ter que estar a pensar na cara da pessoa para a poder matar).
Este caderno pertenc a um Shinigami (deus da morte) chamado Ryuk que estando na mesma situação de Light atira o referido caderno para o mundo dos humanos.
Após se aperceber dos poderes do Death Note, Light começa numa demanda para livrar o mundo de todas as pessoas que cometem ou cometeram acções criminosas, criando deste modo uma utopia onde Light iria reinar como um deus.
Alerta da situação a polícia recorre ao seu “trunfo”, L, uma pessoa de identidade totalmente incógnita que contacta a polícia apenas por um computador que e transportado pelo seu único contacto Watari.
Com capacidades intelectuais acima do comum L rivaliza com Light, começando assim uma busca pela identidade um do outro, L para trazer Light à justiça e Light para matar L, a única ameaça ao seu reino.
No decorrer da história vemos sempre a presença de Ryuk, que apenas Light pode ver e ouvir.

A arte neste volume é muito boa e fica a cargo de Takeshi Obata (conhecido pelos seus desenhos na série Hikaru no go), o ambiente pesado que ele consegue transmitir contrasta muito bem com o humor que é usado por vezes para retratar Ryuk, no geral a arte funciona muito bem para realçar o ambiente da história.
Pode-se dizer no entanto que é a história que brilha neste livro. Escrito por Tsugumi Ohba este manga tem um ritmo de leitura muito apropriado dividindo bem os momentos de acção com os momentos mais pausados. As descrições das batalhas mentais levadas a cargo por parte de Light e L estão fenomenalmente explicadas de modo a que apesar de parecerem uma coisa muito inteligente, qualquer pessoa consiga perceber, fazendo deste livro muito acessível para qualquer tipo de leitor.

Com uma grande pergunta como base de história (será correcto matar algum humano, mesmo que este seja criminoso?), Death Note é uma das mais aclamadas séries manga dos últimos tempos, tendo originado um excelente anime e vários tipos diferentes de Merchandise.
Com uma arte muito boa e uma história fantástica esta é sem dúvida uma série que pretendo seguir, recomendo vivamente a quem quer começar a ler manga ou a quem já lê e ainda não adquiriu este primeiro volume.

Arte: 9/10
História: 10/10
Nota Final: 9.5/10

Review: Naruto vol.01#

Verdade seja dita, hoje em dia a saga Naruto é tão conhecida como o Dragon Ball era uma década atrás.
Mesmo aqueles que nunca leram esta série, seja porque não gostam de manga, não gostam do estilo da história ou simplesmente são anti-naruto (o oposto de Narutards) conhecem a permissa principal por detrás da história editada em Inglês pela Viz Media desde 2000 até ao presente ano.

Com mais de 45 volumes já editados no Japão e com muito material para continuar com a história, as personagens de Masashi Kishimoto estã envoltas num universo que se torna viciante e agradável para o leitor. Este mesmo universo e as suas qualidades por sua vez criaram uma “moda” da qual não havia memória desde o sucesso que foi Dragon Ball.

Mas o que podem esperar do volume 1?
Este volume é o tão odiado (por parte dos autores) “criar o cenário, antes de poder evoluir as personagens”, acredito que deve ser extremamente frustrante para um autor com várias ideias na cabeça quanto ao rumo da história ter que primeiro criar um mundo credível onde esse rumo se possa desenrolar, mas Kishimoto consegue faze-lo muito bem, sem ter que usar a escolha mais fácil e simplesmente desenhar páginas maçadoras onde descreve os personagens Kishimoto baseia-se em personagens-tipo (personagens com personalidade já definida e muito clara) como por exemplo:

Sasuke = Solitário e o “génio” do grupo.
Naruto = Brincalhão que tenta sempre provar que pode vencer na vida.
Sakura = Cérebro do Grupo.
Kakashi = Mentor forte com sentido do humor peculiar.

Todas estas personagens já foram repetidas vezes sem conta, mas Kishimoto leva-as até a um novo nível em que laços são criados, personagens são melhoradas e a evolução e enriquecimento da personalidade/atributos é uma constante.

Continuando com a análise do livro em si, a história contada nos 7 primeiros capítulos deste volume 1 mostra-nos como Uzumaki Naruto morador e estudante nas artes ninja na vila de Konoha se forma da academia e entra para o mundo dos Shinobi (que é o mesmo que ninja).
Cada pessoa tem dentro de si energia a que chamamos Chakra, este Chakra quando bem utilizado pode ser manifestado na forma de ataques ofensivos ou defensivos, utilizar estes ataques (ninjutso) e misturá-los com luta corpo a corpo (taijutsu) é o que destingue um bom de um mau ninja.
Uzumaki Naruto tem dentro de si uma grande presença de Chakra, visto que quando ainda era apenas uma recém-nascido, o quarto Hokage (chefe da vila de Konoha) aprisionou uma raposa demónio de nove caudas  dentro dele. Este excesso de Chakra torna-se no entanto num problema para Naruto, pois torna díficil o controlo dos seus ataques.

Uma vez acabada a história que introduz Naruto vemos a presença de mais três personagens, Uchiha Sasuke, Haruno Sakura e Kakashi Hatake.
Uchiha Sasuke é um rapaz solitário com grande poder que vive apenas com sede de vingança contra alguém que destruiu o seu Clan (não vou dizer quem para não estragar a história a ninguém).
Haruno Sakura é uma rapariga com uma grande inteligência mas com poucas habilidades de combate, vive apaixonada por Sasuke e  isso afecta muito o seu desempenho.
Por fim Kakashi Hatake é o mentor destes três (a contar com o Naruto) Genins (iniciantes ninja), pouco se sabe acerca dele no início da história excepto que tem habilidades de combate fora do normal.

Introduzidas estas personagens vemos que a história acaba não sem antes demonstrar algumas qualidades e defeitos de cada uma, no geral estes primeiros 7 capítulos são engraçados de ler e são óptimos para quando queremos algo de leve para ler.
Destaque ainda para algumas páginas de extras nos intervalos de capítulos em que podemos ver alguma arte por parte de Masashi Kishimoto bem como comentários acerca da sua carreira como mangaka.

No departamento artístico Kishimoto sai-se bem, nada de muito elaborado mas com alguma atenção para os detalhes e muito jeito para retratar cenas de confronto entre os personagens.

No geral gostei bastante de ler este primeiro volume de uma promissora série, gostei especialmente do modo de introdução das personagens e das cenas de luta, não gostei tanto no entanto de algumas vinhetas que podiam ter tido um pouco mais de trabalho. Num pequeno aparte recomendo também o anime que se não fossem alguns fillers era o melhor que já tinha visto.

Arte: 7.5/10
História: 8.5/10
Nota Final: 8/10

Se gostou deste exprimente também: Bleach, One Piece, Soul Eater, Dragon Ball

Review: Epiléptico

Da autoria de David B. (David Beauchard) estes exemplar de banda desenhada Europeia (David B. nasceu em França) narra a história da infância de Pierre François  e do seu irmão Jean Christophe que sofre de Epilepsia.

A história gira toda em volta da doença de Jean e de como o seu pai e mãe tentam lidar com esta doença, podemos ver o dilema da família sempre à procura daquele novo método, tratamento, dieta ou remédio que irá atenuar a dor de Jean, isto é tudo contado porém pelos olhos de Pierre, que como qualquer criança não percebe o que se passa e cria uma relação amor/ódio com o seu irmão.
No decorrer da história vemos ainda uma análise à família do autor que a meu ver não só não era necessária como por vezes interrompe o seguimento lógico da história, compreendo no entanto que esta análise era necessária para enriquecer mais o conteúdo do livro.
O enredo não leva a conclusão alguma, após páginas e páginas a mostrar os tratamentos a que foi submetido não só Jean como a sua família mais próxima (com as ocasionais interrupções para revermos um qualquer acontecimento passado que mostra-nos mais sobre a relação de Pierre com a sua família) o livro acaba com o problema a prevalecer.

Foi uma história que sinceramente não me agradou muito não pela maneira como foi abordada (que foi até uma mais valia) mas pela temática em si, não sendo adepto do género de banda-desenhada que retrata doenças e como as pessoas lidam com elas (Pedro & Me como exemplo) a história não me seduziu muito, o tom dramático também não ajuda muito, mas percebo que seja obrigatório para sensabilizar o leitor que é o principal objectivo deste exemplar.

A arte é no mínimo original, nunca gostei daqueles livros indie que apresentam uma arte simplista que denotam falta de esmero por parte do autor (e que são no entanto considerados “intelectuais”), mas neste caso apesar da diferença da arte em relação aos padrões habituais funciona muito bem, tendo o autor uma maneira bastante original (repetição da palavra original é propositadamente) de se exprimir e de retratar a condição médica do seu irmão.

O volume que adquiri conta com 173 paginas num formato bastante diferente do habitual num FB, a minha edição veio directamente do Brasil (trouxe-ma um familiar) e prima pela óptima tradução sem meter pelo meio muitas expressões brasileiras (como é habitual nas suas traduções).

Para finalizar posso dizer que este exemplar teve uma óptima crítica em vários países, estando em várias listas conhecidas acerca das “melhores Graphic Novels” numa posição cimeira, a mim não me convenceu tanto, mas dou-lhe o mérito que merece.

Em suma é um livro bom com algumas falhas e que sobretudo não é para todos, recomendo a compra cautelosa (informem-se bem antes de comprar).

Arte: 8/10
História: 7/10
Nota Final: 7.5/10

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